Será que um dia
alguém irá querer
mergulhar no mar, que sou
e se afogar
e nunca mais enxugar seu corpo.
A pessimista intuição
diz que não.
A otimista opinião
não existe.
O que existe é um mar sem vento
sem ondas
sem vida para molhar
sem forças para viver.
O que não existe
é o que me torna o que sou:
um mar sem navegação
farto de naufrágios precoces.
Um mar prestes a secar
cansado de tanto esperar
por alguém que o faça ser...
Oceano.
Ver palavras
é ver o tempo
que não se apaga
que não desiste
perante os olhos
cegados pela surdez
que mata
o cego, surdo, morto...
enterrado,
entregado
ao veneno destilado
por palavras
(fúteis palavras)
Larguei o copo na mesa
E deixei de lado
Toda aquela preocupação
Em mergulhar no irreal,
Na insobriedade.
E vi que estar com você
É como beber três garrafas de uísque
E uma dose de conhaque.
Sem perceber
Que a realidade...
já passou.
(por Dênis Rubra)
19 de jun. de 2009
Poetisando Encontros
Prontos a conhecer o olhar que clareava a vida de cada um
Marcaram, amanhã às treze horas
E ele disse:
- Meu olhar será seu, e meu será o teu
Realizando a realidade mais esperada
A ânsia da ansiedade mais incontrolada
Veremo-nos e em nossas visões só haverá espaço
Para o teu corpo junto ao meu.
E a tua pele, em vibrações enérgicas, junta a minha
E andaremos, sobre um mar imundo qualquer
Mas basta o nosso olhar, possuído mutuamente
Para o mar abrir-se em revelações paradisíacas
Dadas somente
A quem se ama.
A quem olha o nosso olhar
A quem se encontra, amor.
Ajoelhada diante do cupido brincalhão que os levou até ali
Ela diz:
- Amor, confesso-te que estás em meus sonhos
E que amanhã, clarearei nossos desejos com meu olhar
Mais do que pele, nossas carnes se encontrarão
No carnaval mais festejado entre todos os encontros festivos.
Saibas que andaremos sobre o mar imundo
Mas o pisar apaixonado encontrado em nós
Purificará o sal sujo deste chão.
Acredite em mim
Pois amanha possuiremo-nos e nada mais importará...
Estou à procura
de tempo verbal infinito.
Não que eu queira verbalizaro que não se diz.
Eu não quero mandar calar-seo verbo.O que se passa em minha menteé simples:que tudo fique assim...
sem passado
na ilusãoe com futuro.
Que você não se esqueça
e seus olhos não mintam.
Que tudo esteja guardado,
muito bem protegido
de qualquer amnésia
repentina,
de algum desejo
indesejado.
Que a insanidade te alcance
e os ventos frios te aqueçam
Que o tempo não temporize
algo acima de qualquer contagem...
Muito além dessa efêmera vida!
Muito mais que uma simples paixão!
Bem menos que um amor eterno!
Com você, tudo foi muito forte
e fraco ao mesmo instante
tudo foi muito sim e não
no mesmo pensamento...
Que nossa paixão paradoxal
seja sempre incompreendida.
Deixe-a guardadavivida em nossa respiração...
viver assim não é mais legal
que a normalidade,
viver assim faz-me sentir imortal(feliz e iludido)que as ilusões não se percamnessa fria realidade.
Ólho em teus olhos,
vejo o céu
doce luar...
são danças diversas,
papos imersos
em palavras que se perdem...
entre olhares despertados
por sei lá o quê!
Talvez seja o futuro
Talvez o futuro seja você!
Os talvezes tornam-me vivo,
cegamente vivo.
Ouça!
Eu nao diria que morro por você
A vida é boa,
é tão... linda
Vamos viver.
Viva comigo,
sonhe e chore,
fuja com quem
nao fingiria uma paixão
pra te agradar.
Mas pretende amar, você
menina
doce e bela,
garota.
A dona do sorriso
distante.
Do olhar vazio
no espaço.
Sabe, eu sorrio
quando lembro de você
Meus olhos te procuram
pra beijar sua boca.
Ouça!
Tudo isso
prefiro não dizer.
Linguagem é coisa externa
pra gente.
Te procurar, aqui, ja basta
pra saber o simples,
sábio e raro e tolo...
futuro:
eu vou amar você.
e se for pra ser, que seja
tolice.
Serei um tolo,
lindo e livre e louco
Mas ouça...
serei feliz!
Tolamente feliz.
Aviso: vou falar de amor.
Pois é leitor...
vou cantar paixões,
quebrar grilhões
fundidos pela sombra da dor.
Perigo: você lerá sorrisos
e, talvez, perderá sentidos.
Aconselho não se entregar,
melhor até ignorar,
são só palavras, acasos subvertidos.
Lá vai: vou começar agora,
já até passou da hora,
darei start...
Pena! Já é tarde! (o amor não espera)
- foi embora.
(por Dênis Rubra)
14 de mai. de 2009
Aviso: vou falar de amor.
Pois é, leitor...
vou cantar paixões,
quebrar grilhões
fundidos pela sombra da dor.
Perigo: você lerá sorrisos
e, talvez, perderá sentidos.
Aconselho não se entregar,
melhor até igonorar,
são só palavras, acasos subvertidos.
Lá vai: vou começar agora,
já até passou da hora,
darei start...
Pena! Já é tarde! (o amor nao espera)
- foi embora.
Tornei-me poeta,
que nao sabe escrever.
Foi-se embora o sorrir
e as lágrimas doces
que inspiravam
a poesia de um alguém,
que já nao sabe ler.
(as letras do amor)
O poema de hoje surgiu através de uma inspiração mútua entre mim e uma poetisa amiga, Carina Camila. O endereço de seu blogue é: http://carinacamila.blogspot.com
- Se de todas as loucuras
A mais louca foi não ter amado
Não entendo o que senti
Quando olhei pra ela aquele dia.
Já não sei que sensação foi aquela
Quando seus lábios voaram sobre os meus
Nem que tom foi aquele que soprou no meu peito
Desesperado em não acelerar, e confessar
Que achei amar.
- E eu que soube amá-lo
Desde o primeiro instante
Que sorri, ao beijar em pensamento
O beijo que beijei.
E eu que misturei-me ao amor derramado na brisa
E parti
Rumo aos confins da felicidade
Encontro-me hoje, não perdida
Não sozinha...
- Estou aqui diante de tudo
Perto daquilo que pensei não ter.
Hoje sei que amei você.
Hoje sou quem amou você.
(Sou somente, e não nego que sou
um vento sem forças para soprar.)
Prometo, o que não posso cumprir
Digo a ela que nada mudará
Mas como posso viver
Querendo-a como a quis
No segundo passado
(mudanças são inevitáveis)
Hoje necessito
Mais do que ontem
De um desejo insano
De um beijo indiscreto
E sei, que amanhã tudo terá mudado
Vou querer
Mais que loucamente
Desejar
Um pensamento macio
E lembrar
Ainda mais
Da boca
Que esqueci ter beijado.
Prometer é mentir
Pois tudo mudará
Renovar é viver
O que não muda...
Está errado.
(prometo não prometer)
Não há por que,
não tem explicação.
Não há como dizer
o impulso da aparição.
É mistério presente
na vida de quem sente.
É presente,
dádiva extrema e reluzente.
Desconhece o tempo
e sabe como chegar.
Não bate na porta
e não avisa quando vai voltar.
É pureza que muda
até o mais vulgar.
É riqueza sem valor
(não há como pagar.)
Não tem saída,
não tem fim.
É não
e é sim.
Redundância ambulante,
combustível do calor.
Ainda tão constante
(acredite)
Chama-se amor!
Meu coração acelera
ao tocar da melodia.
Sinto-te como a brisa
que amacia a atmosfera,
revelando-se ligeiramente doce
amargamente fria.
Meu pensar
retrocede ao velho tempo
mas vejo o leito
tão só,
singularmente meu.
E não há quem faça haver vento
afim de levar-me
e fazer-me teu.
Velho tempo
já nao lhe quero
como lhe quis
pois diz tolice
quem diz:
possua-me, oh doce brisa,
e terei felicidade!
Descubro neste momento:
nao há figura melhor
do que a liberdade.
E portanto, esqueço-te
como quem ignora a vida fria,
abraço calorasamente
o elo partido,
e glorifico
o tão esperado sol do outro dia.
Palavras
o que são?
Poesia,
letras
surgidas da perversidade
que faz doer
com tal profundidade
o coração
de um ser
calejado
por feridas,
inspirado
pela saudade
que não quer partir
saudade que faz surgir
palavras...
poesia!
- o que são?
A vida é muito mais do que flores
e paixoes.
A vida está no inacabado...
(no porão)
nas caixas esquecidas,
naquele beijo guardado.
A vida está no choro derramado...
(pela falta de faxina)
(por Dênis Rubra)
A vida é muito mais do que flores,
e paixoes
a vida está no inacabado...
(no porão)
nas caixas esquecidas,
naquele beijo guardado
a vida está no choro derramado...
(pela falta de faxina)
O que posso dizer
é que...
meus lábios
jamais te tocaram
mas consigo sentir
sua boca,
seu corpo,
seu cheiro,
seu calor...
tudo isso fundido
em uma alma,
em um pensamento.
A minha alma
e o meu pensar
que entregues
a um desejo sublime,
tornaram-se (inteiramente)
seus.