31 de ago. de 2009

# 56 - Poetisando Singularidades

Toda essa preocupação com nada.

Fazer nada,

pensar em nada.

E eu aqui querendo tudo.

Todo esse preocupar constante e linear

E eu aqui querendo dar voltas no mundo.

Se bem que nada é melhor

que o quase nada.

É melhor não ir do que ir

e parar na metade.

Sabe, me sinto melhor ali:

No meu universo singular.

(por Dênis Rubra)

24 de ago. de 2009

# 55 - Poetisando Pés.

Jorram as palavras, as antigas letras cálidas da pedinte mente livre e do sentir do louco preso coração; juntos, os olhares - quatro espelhos da emoção - unidos, os dois pares distraídos, rumo à mesma direção. Que as tuas palavras jorrem Como as minhas jorraram para ti. Que os teus olhos - os nossos olhares - espelhem juntos o caminhar dos meus e dos teus pés. Assim a vida é mais feliz Assim a felicidade é mais viva e real.
(por Dênis Rubra)

13 de ago. de 2009

# 54 - Poetisando Faces

Olha para mim, camarada.

Vê esta face?

Ela chora.

Ela ri.

Mas não vive.

Morta, esquecida.

Ela não existe.

Esta face.

A que vês agora

É só instrumento de sobrevivência

De uma mente que possivelmente

Não pensa.

Não respira.

Apenas caminha em direção

Ao conhecido

(Ao desconhecido)

À redundância que é

A solidão da vida.

Perto, longe.

Cercada de corpos

Possuidores de faces como a minha

Como a nossa, camarada.

E assim nós vamos

Eu e você

Destinados a não viver

Mais do que o destino decidiu.

Decididos a sermos

Mais dois corpos

Mais duas faces

Nessa sociedade insocial.

(por Dênis Rubra)

9 de ago. de 2009

# 53 - Tempo é ...

Teu passado, presente e futuro

Entre pássaros, lírios e fontes

Misturam-se no choro e no riso

Presentes na tua vida e na futura morte

O que vês é só recordação

É no invisível que está à felicidade

.

.

.

(por Dênis Rubra)

5 de ago. de 2009

# 52 - Poetisando...

Do caos
fez-se a beleza da flor.
Do grito
cantou-se a melodia mais bela.
Da loucura mundana
deste mundo vão
Eureca!
Surge a vida...
e o que há nela.
(Inclusive a morte,
despida e vulgar)
(por Dênis Rubra)

27 de jul. de 2009

17 de jul. de 2009

# 50 - Poetisando o Sexo Oposto.

Me incomodava a barba por crescer, roçando minha pele.

A brutalidade de seus dedos ao me fazer carinho.

Eu não gostava de sua boca tocando meu corpo inteiro.

Nem dos desejos que ardiam em seu olhar

quando olhava os meus seios por entre o decote ingênuo que vestia, e ainda visto.

Me incomodava o tom irônico em suas falas desnecessárias.

E seu medo em dizer as três palavras nunca ouvidas.

Me incomodavam tanta coisa, que já não me incomodam mais.

Não sei como andam os pelos de sua barba e nem por quais bandas beijam a sua boca.

A ironia de seu tom partiu, deixando silêncio (vazio).

Os seus dedos já não me tocam, assim como seu medo já não me irrita.

Não me irrita. Pois sei que me amou, amou do fundo de sua alma.

Aquele homem me amou, com certeza.

E penso que ainda poderia amar essa alma incomodada

pela falta de amor.

Mas...

Os (tolos) incômodos (tolos) fizeram de mim uma mulher que já não sabe o porquê dos decotes.

(por Dênis Rubra)

14 de jul. de 2009

# 49 - Poetisando Declarações

Eu precisaria dizer mil palavras Falar do sol Da lua Ou do inferno. Se meus desejos não coubessem No silêncio da despedida No instante do partir Se os meus medos E os meus sonhos Não fossem (declaradamente) seus.
(por Dênis Rubra)
__________________________ Poesia dedicada a alguém muito especial.

12 de jul. de 2009

# 48 - Poetisando Tempos Verbais

Tenho conjugado a saudade Esse pseudo verbo intransitivo

No aoristo

De nossa findável paixão

Sem fim.

(por Dênis Rubra)

10 de jul. de 2009

# 47 - Vozes

Ouça o silêncio da voz louca pura rouca. Ouça... E não deixe-a gritar sozinha. Ouça... E faça ecoar a loucura Que emana dos meus desejos calados, p e r d i d o s, ACHADOS s o f r i d o s... reveladoS Amedrontados... o mundo se foi o grito ficou.
(por Dênis Rubra)
Eu precisaria dizer mil palavras
Falar do sol
Cantar a lua
Chorar o inferno.

Se meus desejos não coubessem
No silencio, da despedida
No instante, do partir.
S

3 de jul. de 2009

# 46 - Errância

O pior dos medos
É ter medo
De sentir medo
Num futuro possivelmente medonho.

O pior dos erros
É não arriscar o erro
E não reconhecer que se erra
Por viver sem errância.

A melhor crença é acreditar
Que o acerto-erro de agora
Que o erro-acerto de amanhã
Vencerá o medo de amar demais.

O melhor movimento, é se jogar
Do penhasco, pra viver
E amar demais você
Até o fim de nosso erro

Até que o amor se torne acerto 
Ou o erro se torne amor.
(por Dênis Rubra)

28 de jun. de 2009

# 45 - Poetisando o Mar.

Será que um dia alguém irá querer mergulhar no mar, que sou e se afogar e nunca mais enxugar seu corpo. A pessimista intuição diz que não. A otimista opinião não existe. O que existe é um mar sem vento sem ondas sem vida para molhar sem forças para viver. O que não existe é o que me torna o que sou: um mar sem navegação farto de naufrágios precoces. Um mar prestes a secar cansado de tanto esperar por alguém que o faça ser... Oceano.

(por Dênis Rubra)

26 de jun. de 2009

# 44 - Palavras Fúteis

Ver palavras é ver o tempo que não se apaga que não desiste perante os olhos cegados pela surdez que mata o cego, surdo, morto... enterrado, entregado ao veneno destilado por palavras (fúteis palavras)
(por Dênis Rubra)

21 de jun. de 2009

# 43 - Poetisando Bebidas

Larguei o copo na mesa E deixei de lado Toda aquela preocupação Em mergulhar no irreal, Na insobriedade. E vi que estar com você É como beber três garrafas de uísque E uma dose de conhaque. Sem perceber Que a realidade... já passou.
(por Dênis Rubra)