
Daquela bala murcha, hora dura,
Quando chupada em meu leito
Obrigado, muito obrigado a todos que viveram comigo um dos momentos mais especiais destes longos 19 anos de vida.
Amigos,
misture num ser humano:
três minutos de ilusão
cinco segundos de nostalgia
sete doses de Martini.
mande-o vagar por trinta minutos
nas avenidas do bom batuque.
adicione um quarto de boa menina
e sinta o calor de dois corpos tropicais.
verás que por toda a vida
não há porquê negar a morte.
a batucada com Martini
ressuscita até quem não morreu.
A vida virou poesia
Som.
Mar aberto dos lagos salgados da região.
Regional.
Espaço fechado para dois corações.
A tua água doce
Deixou salgado o que, sem tempero,
não tinha gosto algum.
(por Dênis Rubra)
PC
não toco mão no alguém.
Minha língua é digitada
Minha hand virou mouse.
Quando vejo,
web cam.
Quando falo,
reproduzo.
viajo o mundo estagnado
aqui sentado (na cadeira)
há vida e morte envolvida
entre o enter e o delete.
(vou te salvar nos favoritos)
(por Dênis Rubra)
Por trás dos meus olhos,
Da cegueira incontrolada em que me encontro,
Dos sorrisos indestrutíveis que sorrio.
Dentro deste corpo,
Que transpira a serenidade de um ar puro,
Que respira um esforço descansado e prazeroso.
Aqui nesses ouvidos,
Que bailam sobre o Rock in Roll
Da clássica música harmônica.
Lá dentro de mim,
Por trás de tudo que sou
E de tudo que me faz estar como estou.
Há uma energia autônoma
Uma fisgada saudosa como a saudade
Que, numa mutualidade nua, sinto
De quem me fisgou.
Mulheres e suas bochechas rosadas.
Homens e seus ternos,
Suas gravatas.
Mulheres e suas nádegas pálidas.
Homens sob a posse do falo de suas almas.
Mulheres e seus sorrisos amarelados,
Braceletes prateados,
Os cabelos, ao vento, jogados.
Mulheres e...
Seus seios arrepiados.
Homens e seus pensamentos avermelhados
Os minutos atrasados,
Os cabelos, ao vento, jogados.
Homens e...
Seus deuses excitados.
Dois retratos de uma mesma sociedade
Que perdeu-se
Ao tentar se encontrar.
Faz o meu café, amor?
Passa manteiga no pão (por favor)
Passa-me o suco
E o mel do teu corpo.
Dá-me o doce provado
Na mesa-cama da madrugada.
Sinta a vida vivida
No suor de nossas peles.
Beba-me, meu bem.
Nesse nosso vício em comum:
A manhã precedida pelos abraços noturnos.
Sucedida pela certeza que me acompanha:
O desejo em lhe acompanhar.
Toda essa preocupação com nada.
Fazer nada,
pensar em nada.
E eu aqui querendo tudo.
Todo esse preocupar constante e linear
E eu aqui querendo dar voltas no mundo.
Se bem que nada é melhor
que o quase nada.
É melhor não ir do que ir
e parar na metade.
Sabe, me sinto melhor ali:
No meu universo singular.
(por Dênis Rubra)